
Após derrota para Anderson Silva, Belfort (esquerda) volta no UFC 133, na Filadélfia (EUA), encara o japonês Yoshihiro Akiyama e a desconfiança do público | Foto: Divulgação
“Voltei a praticar a ginástica natural, como no início da carreira, mas sem abrir mão do jiu-jítsu. A última derrota acordou um gigante dentro de mim e os treinos só apuraram minha velocidade. Com isso, melhorei meu sistema cerebral e estou pronto para buscar o nocaute”, afirmou o peso médio, que faz o penúltimo combate da noite, antes do confronto entre os meio-pesados Tito Ortiz e Rashad Evans.
A derrota para Anderson Silva, no UFC 126, ficou para trás. Ele, inclusive, garante que outro chute frontal como aquele dificilmente encaixaria.
A carreira de Belfort sempre ficou marcada por viradas surpreendentes. Recentemente, ele se recuperou de uma hepatite A e, na última semana, teve que perder 11,3kg para disputar o UFC 133. “Geralmente, o vírus da hepatite fica no seu corpo por dois meses, e comigo ficou só uma semana. Foi um milagre. Agora, estou 100% e pronto para voltar a pegar o caminho do cinturão”, encerrou.
Card Principal do UFC 133:
Rashad Evans x Tito Ortiz
Vitor Belfort x Yoshihiro Akiyama
Dennis Hallman x Brian Ebersole
Jorge Rivera x Alessio Sakara
Rory MacDonald x Mike Pyle
Card Preliminar:
Matt Hamill x Alexander Gustafsson
Chad Mendes x Rani Yahya
Ivan Menjivar x Nick Pace
Johny Hendricks x Mike Pierce
Mike Thomas Brown x Nam Phan
Rafael Natal x Paul Bradley
Desaparecimento da irmã é uma ferida aberta no lutador
O desaparecimento da irmã Priscila Belfort, em janeiro de 2004, ainda é uma ferida aberta no coração de Vitor. Cada vez que pisa num octógono, ele pensa na mulher, Joana Prado, nos filhos, Davi e Vitória, e reza por Priscila. Emocionado, ele revela que a dor da perda é a montanha diária que ele precisa escalar.
“As pessoas que sumiram com o corpo dela vão ter que lidar com esse dividendo com Deus. O maior sofrimento do mundo é perder um ente querido. Essa é a minha montanha diária, que Deus me dá força pra escalar”, afirmou, com a voz embargada. “No Brasil, mais de 250 mil pessoas desaparecem por ano. O mais triste é que não há um programa sério que auxilie na busca de informações sobre desaparecidos. Muitas pessoas podem estar por aí, nas ruas e sem memória”, analisou.
Desejo de implantar projeto no Fla
O lutador fez um apelo aos empresário dispostos a ajudar e rasgou elogios à presidente do Flamengo. “Busco parcerias e conto com o aval da Patrícia. Sou amigo dela e, assim como ela, competi por lá e torço para o clube. O Flamengo precisa de pessoas identificadas. O projeto está pronto e, se Deus quiser, sairá do papel até o fim do ano”, decretou Belfort.
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