Na capital, 40% das ambulâncias aguardam conserto, o que dificulta o socorro a casos como o da grávida de Campo Grande
A Secretaria de Defesa Civil do Estado admite que 29 das viaturas que atendem exclusivamente a capital estão quebradas — uma delas estaria em Guadalupe. O número representa 40% do efetivo de ambulâncias que atendem todo o Município do Rio — 74 veículos. As outras 50 ambulâncias do Samu inoperantes, afirma a secretaria, seriam de “outros municípios”.
Bombeiro que atua no quartel de Guadalupe e não quis ter seu nome revelado contou à Band News, e depois ao DIA, que as ambulâncias quebradas em Guadalupe estão estacionadas no pátio da unidade há cerca de dois meses.
A secretaria admitiu que, de fato, não há prazo para que os veículos sejam consertados — já que “cada caso requer um tempo”. Mesmo assim, alegou que “novo contrato para manutenção das viaturas já foi assinado pelos bombeiros”.
À mercê da sorte
Na prática, isso significa que outras mulheres poderão reviver o drama de Daniele e o marido, Rafael Nascimento Araújo, 20. “Foram duas horas de desespero. Funcionários da SuperVia começaram a chamar o Samu às 12h40”, contou Rafael. “Ninguém veio. O parto do meu filho, Rafael Guilherme, só foi feito porque uma técnica de enfermagem ajudou. Depois, foi um sufoco para ir ao hospital. Um motorista de ônibus nos levou”, completou.
Secretaria vai investigar
A Secretaria de Defesa Civil do Estado informou que, na hora que a família solicitou o atendimento, das quatro ambulâncias do quartel de Campo Grande, três estavam em atendimento externo e uma quebrada. O órgão afirmou que abriu sindicância interna para apurar a demora no envio de um veículo de outra unidade, e que o resultado deve sair em 10 dias.

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